Duas vezes não foram suficientes para eu aprender que não devia insistir.
Foi preciso que a mágoa falasse mais alto, que as palavras fossem duras, que as atitudes fossem incompreensíveis.
Foi preciso que doesse como nunca havia doído, que a saudade se transformasse em raiva e que a lembrança dos momentos felizes fosse ofuscada pela consciência da tristeza constante.
Foi preciso entender que o que parecia certo era, na verdade, o seu maior erro. Foi preciso odiar para superar.
Foi preciso sentir para esquecer.
Foi preciso chorar para não amargar.
Foi preciso mentir para si.
Foi preciso ir.
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