terça-feira, 28 de setembro de 2010


Vou dizer quando estiver confirmado.
É apenas uma bomba em minha vida.
Será que irei suportar.
Será que irei resistir.
Não vou falar, apenas aguardar.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Será


Ultimamente tenho sentido que minha vida está tomando rumos muito diferentes dos que eu havia planejado. Mudanças são sempre bem vindas, em especial agora que estou mais aberta a elas e segura de mim.
Confesso que chego a me assustar com algumas das surpresas que a vida me proporciona. Dentre tais surpresas tem de tudo, desde grandes decepções até descobertas de novos horizontes.
Já escrevi várias vezes sobre rompimentos de paradigmas, mas desta vez vejo com mais maturidade o que eu realmente penso a respeito de tais circunstancias. Não sou mais tão presa ao que era antes. Tenho refletido sobre o real valor da vida e vejo que viver nada mais é que aproveitar as oportunidades, desde que as mesmas não sejam prejudiciais ou venham a ser causas de arrependimentos futuros. Penso bem antes de tomar decisões, mas procuro abrir a cabeça e dosar o que realmente é certo e errado e principalmente o que valeria a pena fazer ou não. A partir de agora não me importo mais com o que terceiros dizem e pensam ao meu respeito. Não deixo que ninguém interfira na minha vida a ponto de prejudicar e burlar minha vontade.

Tantas coisas tem mudado.

Há quem poderei dizer, tudo o que está ocorrendo, mil mudanças...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Contato / Acusações

Fracasso.

Dizemos quando abrimos mão de algo valioso e supremos, que não temos coragem nem fidelidade para seguir.
Dizemos quando não suportamos a verdade e realidade dos atos.
Fracasso é quando não aceitamos no outro o que há em nós.
Fracasso quando brincamos com tudo, e brincamos com o que há de melhor nas pessoas, quando não encaramos de frente os defeitos, porque vivemos ocultando os nossos.
Sempre achei que meu contato com o iceberg Amor fosse ocorrer lá para os 40" Mas que nada, cada dia que passa me surpreendo mais, achei que fosse somente bater uma brisa mais forte, uma pressão contra a minha vida, mas agora posso dizer, o tal contato com iceberg é bem pior do que imaginava. É levantar depois de ter caido, é ter que dar uma vira volta de 180º na vida e pronto, tudo acabou, voltamos ao inicio. Bom, o contato é cheio de surpresas, é lotado de vai e vem. Bom, dói, arde, queima.
Mas o pior é saber que tudo isso não tem nada haver com você.
E que agora depois de tudo o que descobriu, descobriu também que o mundo está lotado de gente pequena e mesquinha, que por qualquer sermão barato, logo vem te lotando de acusações e acusações e pedem ainda que você diga sim, como consentir com algo que você nunca fez, e que nunca faria.
Bom, hoje foi somente um desabafo.
Vou continuar....Vou dizer....Não teria motivos nenhum para acusações, apenas para dizer que o meu amor, o meu iceberg não passou.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Sabe quando agente entra na vida de uma pessoa e pensa "Aqui eu posso fazer a diferença".

OBS.: Vou usar o termo "agente" porque creio que isso acontece na vida de outras pessoas também. E, pra ser sincera, porque é difícil admitir isso sozinha, então conto com o apoio moral de vocês.

Nos sentimos úteis, sabemos que por alguma razão era ali mesmo que deveriamos estar, e ali agente fica. Ali fezemos a diferença, fazemos o nosso possivel, chega a faltar ar, muito embora estivesse amando estar ali.
E tempo passa, agente se acomoda, podamos as plantas, ajeitamos o sofá, fixamos uma prateleira e ali ficamos. Até que agente percebe que um certo tempo se passou. Na maioria das vezes, agente nem vê que o tempo corre. Nos damos conta, então, de que algumas coisas mudaram, que as pessoas mudaram, que o sol já se pôs milhares de vezes, e voltou a brilhar. Agente percebe no entanto que nos acomodamos tanto que o que tinhamos pra fazer já foi feito e temos que seguir nosso rumo e levar essa experiência da melhor maneira possível.
Agente percebe sobretudo que nosso papel agora também se transformou. Agora, acomodados, já não somos valorizados. Nem renovados. Estamos velhos naquele lugar. Ás vezes é bom, às vezes nem tanto...

Então agente pega as nossas coisas, e colocamos tudo dentro da mala. Olhamos em volta e sentimos aquele aperto. Então a dúvida: dizer adeus ou sair de fininho?
Quando, depois de quatrocentos e trinta e sete tentativas, nós finalmente colocamos os pés pra fora da casa, corremos pra qualquer lado pra não olhar pra trás e ficamos ali, parados, sem rumo, olhando a estrada. Erguemos o braço fazendo algum sinal para ver se conseguimos alguma carona, ou se algum irmão resolve ir nos buscar. Levando com agente as lembranças do que eramos no começo da história. Do que éramos por outros olhos. Pelos olhos do anfitrião da casa...

É assim quando agente gosta de alguém e não consegue deixar de gostar. Ficamos um tempo ali, curtindo, até que percebemos que não é mais ali o nosso lugar. Que, por mais que não queiramos, precisamos ir... Que envelhecer não é tão bom, principalmente dentro do coração de alguém que percebe o quanto estamos ficando enrugados, indispostos e cansados. Então torcemos para encontrar uma outra pessoa e ir de carona com ela...
Hoje vejo necessidade de expor as minhas boas recordações...
De expor as minhas vivências, e sempre relatar o que também se fez na minha vida.

"Tenho comigo as lembranças do que eu era
Com a roupa encharcada e a alma
Repleta de chão
Todo artista tem de ir aonde o povo está
Se for assim, assim será
Assim me disfarço e não me canso de viver..."