É so esperar. A paciência chegará, e com ela a minha paz reinará. Preciso apenas de segurança, pra deixar de ser assim.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Eu esperei isso durante muito tempo, e agora não sei...
Bom, vou sair do ar esse final de semana, me desligar do mundo...
Vou andar, caminhar pela calçada...
Olhar, e analisar...
Vou fotografar, vou esfriar a cabeça e pensar em mim...
Bjus adoraveis.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Comentários
Não é que eu seja chata, ou queira esconder, não sou uma pessoa que precisa de seguidores.
Não quero vários comentários, porque nem mesmo pago a estádia desse blog.
Quero apenas um lugar para postar as minhas observações e os meus desabafos, por esse motivo nem mesmo declarei meu endereço no orkut, ou no facee...e por ai vai.
Bom, quero dizer que leio todos os comentários que adoro ser chamada de mente brilhante, mas algumas vezes basta ler o texto e saber que sou uma co-autora daquilo, já que o mesmo já foi publicado anteriormente.
Bom, adoro tdos vcs amigos que leem o meu blog, mas não fiquem chateados, deleto porque quero manter anonimo a minha passagem.
Bjos.
By Juliana Maria.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Em Você

Em certas noites, deito na minha cama e fico olhando o teto até tarde.
Nesse momento, penso em tudo que me acontece e vejo que o que eu mais desejo
É poder escolher melhor as palavras que digo
É poder esconder tudo aquilo que sinto
É poder mostrar que por você eu insisto
Mas aí percebo que minha bondade me impede de ser assim
E quando menos espero, desaprendo a gostar de mim.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Tem dias que eu sinto saudades de você. São poucos, é verdade, mas eles existem. Normalmente são dias cinzentos, frios, dias que eu queria que você estivesse aqui ao meu lado. Mas você não está.
Em dias assim, costumo pegar o cobertor, enrolar-me nele e sentar no sofá do canto da sala. Acendo um cigarro, pego uma taça de vinho e ligo o DVD. Coloco aquele cd que você me deu de presente de Natal e ouço várias vezes o mesmo cd, num gesto mais do que automático. Passo o dedo lentamente pela borda do copo, como se alisando os seus cabelos. Fito o retrato que tenho de você, bem lindo como sempre e faço menção de pegar o telefone. Mas sempre desisto.
Em dias assim, costumo reler todas as cartas que escrevi para você e que nunca tive coragem de enviar, mas que também nunca rasguei. São palavras que vão das mais doces às mais ásperas, muitas vezes sem nenhum sentido. Algumas escritas com tanta raiva que chegam a marcar a folha do outro lado. Outras, tão suaves que mal consigo ler o que está escrito. Penso em enviá-las agora, apenas para mostrar tudo o que você fez comigo quando me deixou. Mas me parece tão inútil que as deixo no mesmo lugar.
Em dias assim, vejo o filme preferido pela milésima vez e lembro-me de cada comentário seu. Vou à cozinha e faço brigadeiro para comer com colher. Coloco aquela blusa que você tanto odeia, mas nunca disse nada, e deixo a cama desarrumada só para você implicar comigo, mas isso também nunca acontece. Passo o dia deitada, olhando para o teto e revendo todas as suas fotos. Aperto o travesseiro contra o rosto para ver se ainda sinto o seu cheiro, pois tenho o seu perfume, igual ao que fazia todo dia de manhã quando você já havia se levantado para preparar nosso café. E eu sempre sonolenta, ficava enrolando para sair da cama.
Em dias assim, tenho vontade de berrar bem alto o quanto eu te amo, de dizer tudo aquilo que não disse antes por puro medo ou orgulho. Mesmo tendo dito todos os dias o quanto eu lhe amava, parece que não bastou porque o grito ficou na minha garganta.
Nesses dias que sinto saudades, penso em você me olhando com carinho e dizendo que nunca vai me deixar. Isso, eu pulo, porque é difícil de aceitar.
E me pergunto se dias melhores virão? Porque além de você, eu tenho que me dedicar a minha vida, assim como tem feito com a tua.
Vidas que não se encontram mais, que não se retratam. A sua ausência me fez pensar muito em você e esquecer totalmente de mim, me fez acreditar que isso iria mudar, mas pura ilusão dos meus sentimentos. A sua ausência me fez deletar o primordio de minha vida, a base o escape, a minha familia, me fez acreditar que os meus problemas eram maiores do que os tinham presentes em minha casa, pois é sempre acho que sou mais frágel que os que me habitam, me enganei mais uma vez.
Agora vou criar força de onde talvez eu nem saiba onde existe, mas preciso de força para seguir.
Desistir de você, é o mesmo que desistir de mim, mas hoje vejo que não foi eu que te perdi, e sim você que perdeu.
A contagem iniciou, assim o término também.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Sem Título

Eu não imaginava que a perda ia ser tão grande quando você virou as costas e saiu dali.
Na hora dei pouca importância, sequer ouvi o que você disse ao bater a porta e sair para ir trabalhar, meu Deus que sabado seria aquele na minha vida.
Simplesmente sorri com o canto da boca e pensei que era só mais uma vez que isso acontecia, como acontecerá em uma noite qualquer de quinta feira.
E deixei você ir, confiante de que minha frieza seria capaz de me ajudar a superar sua ausência ou que mais cedo ou mais tarde voltaríamos ao normal, mas percebi que eu teria que sair dali para você voltar.
Acho que descobri tarde demais que nada daquilo era normal, que o que estava escapando de mim era mais do que eu mesmo tinha constatado até então.
“Por que você só enxerga aquilo que quer? Por que insiste em tentar entender?”
Fiquei dias sem sair de dentro do meu quarto.
Isso normalmente me incomodaria muito, mas não agora.
Sinto que tudo ficou parado.
A música que toca no meu rádio tem apenas um acorde e as palavras da carta que eu escrevi naquele dia distante são todas iguais.
Os lugares perderam os seus sentidos se eles não podem mais ser atribuídos a nós dois.
Não há mais o que ver lá fora.
Da minha janela, olho para o céu nublado e penso que a chuva traz saudade.
É estranho, eu costumava gostar desses dias, antes dessa imagem ficar associada a você.
“Mas eu preciso aprender a viver sem você. Eu sei que as coisas não ficaram legais, mas não temos mais o que fazer. Vai ser melhor assim”. Sempre imagino que os dias vão melhorar o que sinto. Mas nada disso nunca muda, porque você está bem associado as imagens que coloquei na minha vida.
Foi num dia como esse que tomamos café juntos pela primeira vez.
Eu ainda tinha dores pelo corpo e você, olhos desafiadores.
Algo de diferente surgia ali, algo que não soubemos dimensionar então – e até hoje ainda não sei. Só lembro que seu cheiro se fundiu à cena e nunca mais pude esquecer.
Hoje mesmo, enquanto minha caneta percorria tensa as linhas do papel, senti ele preencher o ambiente de novo.
Talvez uma lágrima tenha escorrido pelo meu rosto nesse momento, mas preferi ignorar e continuar a escrever. Escrever para esquecer. Para lembrar apenas que de vez em quando, muito em quando, a vontade de me ver bate em você. E acaba por acabar com o vazio que se fez nesses dias todos de ausência.
É assim que a dor sai de dentro do peito, você sabe.
“A verdade é que eu só queria te ver feliz.”
E bem a verdade é que todos os dias eu ainda lhe amo.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
ESCOLHA
Será que foi correto, eu não pedi a participação, nem mesmo pensei em perguntar o que você acha?
Será que está correto, dentro do meu mundo e com a minha forma, eu quero a luz.
Será que é válido, e o futuro como será. Passará desapercebido sem mesmo que ninguém note que em mim algo está mudando.
Não posso esquecer que a escolha e consequência de tudo isso, resultará apenas em minha vida, e que ninguém poderá carregar o que eu escolhi ter na mochila.
Bom, vou guardar bem.
E vou lembrar sempre, e se acontecer.
Meu Deus me ajude.
Vou completar amanhã...
Através do espelho
Duas vezes não foram suficientes para eu aprender que não devia insistir.
Foi preciso que a mágoa falasse mais alto, que as palavras fossem duras, que as atitudes fossem incompreensíveis.
Foi preciso que doesse como nunca havia doído, que a saudade se transformasse em raiva e que a lembrança dos momentos felizes fosse ofuscada pela consciência da tristeza constante.
Foi preciso entender que o que parecia certo era, na verdade, o seu maior erro. Foi preciso odiar para superar.
Foi preciso sentir para esquecer.
Foi preciso chorar para não amargar.
Foi preciso mentir para si.
Foi preciso ir.
domingo, 15 de agosto de 2010
PARALELOS
Quando a frente fria que caía sobre a cidade se dissipou, deixando apenas em mim o gélido sentimento de ausência, parecia que começar o dia seria a tarefa mais difícil. Havia silêncio ao meu lado, e nem cada passo dado, ecoando no quarto semi-escuro, era capaz de preencher tamanho vazio. O café da manhã não precisava ser preparado – comer na cozinha era uma saída para não lidar com a segunda cadeira inerte junto à mesa da sala. Também não fazia sentido ter duas toalhas, duas escovas de dentes, dois pares de pantufas. Era tudo velho de novo.
Foi assim que aprendi que não éramos mais dois que se tornavam um. Ao contrário, agora era eu quem me dividia em partes: uma, insistente, queria que você voltasse. Já a outra, coerente, desejava nunca ter tido você. Enquanto isso, em você já havia quase dois novamente, vida que segue como deve ser. Por isso, eu precisava acordar e levantar, começando, devagar e sem vontade, a voltar para mim.
Mas ainda não sabia por onde ir.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Depois da tempestade
Eu queria ter descoberto antes o valor da leveza. A importância do beijo apaixonado, do abraço longo, das mãos entrelaçadas. Ter visto que havia mais sentido no que se construía aos poucos do que na sede de se ter o máximo, deixando a tolice da paixão intensa ser domada pela existência de um amor sereno. Talvez assim tivesse reclamado menos das ausências tolas ou das palavras não ditas, e exigisse menos do que viria com o tempo. Mas a verdade é que o se distanciar ensina mais do que a presença, e é no sentir falta que o sentimento acaba se (com)provando. É quando dói saber que a vida segue, mesmo que não se queira assim.
Eu queria ter descoberto antes que era capaz de fazer diferente para não precisar sofrer por insistir em errar.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Retroprocessador de ilusões
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Periódico
Quando soube de você a primeira vez, algo me dizia que não seria algo irrelevante. E ainda que não fosse manchete de jornal ou chamada na televisão, a notícia de que você existia ficou gravada em minha memória de tal forma que, por muito tempo, qualquer outra que surgisse parecia competir por um espaço em uma página praticamente preenchida.
Com o tempo, a tinta foi se apagando, e a folha que antes imprimia uma grande verdade, foi se perdendo como papel velho e inútil. A partir daí, decidi que não mais leria as novidades como se fossem únicas, deixando que elas soassem como fatos requentados que se fazem clichês a todo instante. Fui perdendo, então, aquelas notícias que as pessoas sorriem quando recebem, quase não acreditando na sorte que tiveram. Também abandonei aquelas que demoram a chegar, por serem exclusivas e definitivas. Por último, deixei para depois aquelas que sempre esperamos que um dia nos dêem, de modo que nos arrebatem e nunca mais nos esqueçamos delas. Passei, então, a colecionar aquelas que eram ruins, que por opção jamais deveríamos querer saber, mas, ainda assim, insistimos em procurar. Aquelas que pesam as páginas do jornal em uma manhã de 2a feira cinzenta.
E assim tudo caminhou.
Não faz muito tempo, uma notícia chegou aqui. E eu sei que, dentre todas, são as ruins as mais fáceis de nunca se esquecer. Talvez por isso, não tenha mesmo dado muita atenção quando ela se anunciou. Eu ainda esperava aquela mesma, que recebi há tanto tempo, e nunca pude esquecer. Aquela que me dizia que nada seria à toa ali, entre nós dois. Aquela na qual valia a pena acreditar.
Pode ser besteira, tudo bem. Mas a verdade é que, desta vez, o que eu queria era que fosse eu a boa notícia que chega agora para você.
domingo, 8 de agosto de 2010
A ansiedade e a angústia é o que resta, e é a única coisa que parece se consumir nesse almoço.
Se você sabe que vai perder alguém, então acostume-se a esta fase. Tenho me acustumado desde que tudo aquilo partiu de minhas mãos, de minha vida, perder ele foi o final pra mim.
Mas o tempo não pára, então é melhor se concentrar no trabalho e não demonostrar nada... Acredite as pessoas não vão perceber, afinal você sempre disfarça muito bem quando não quer a participação.
Aceite mais um cafezinho. É social, e ninguém desconfia que você só consegue sentir o gosto amargo disso. Agora pense, calma, respire, analise, ele partiu e você precisa continuar, vocês acabou mais nada vai passar da sua vida, ele te deletou, não faça o mesmo porque ele continua na sua história.
Abraços.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Mudanças
Bom, deixei de escrever um tempinho para cuidar de algumas mudanças fora e dentro de mim.
Por aqui é tudo como uma caixinha que ao mesmo tempo que está lotada de idéias está vazia.
Bom, resolvi que vou morar sozinha.
Está tudo pronto, móveis comprados, bagunças para começar a levar para a casa nova, porém não tenho coragem de largar tudo e ir, mas largar o que?
Bom, largar a minha irmã, que é uma mãe.
Largar minha cama ao lado da Fernanda.
Mas tudo bem, agora as idéias mudaram, a vida mudou.
Depois que voltei da casa do Orlando, perdi um pouco a essência de menina, deixei de ver as coisas lindas em coisas simples, e passei a ver a vida de outra forma, e passei a não mais aceitar a opinião dos outros, com isso perdi praticamente o espaço na casa.
Passei a ficar mais fechada para opiniões, e sempre acho que o meu conceito não bati com os conceitos alheios. E sempre me pergunto se eu perguntei a opinião de alguém.
É isso estou indo para outro mundo, o meu mundo.
Vou fazer como sempre quiz. Vou morar sozinha.
Eu odeio solidão, porém vou estar sozinha somente quando eu quizer, caso contrário falo comigo mesma, e tudo dará certo.
Hoje me sinto uma caixinha vazia, sentindo saúdade da vidinha que tive ao lado do Orlando.
Sentindo saúdade da vida que tinha antes de ter ido morar com o Orlando.
Estou sentindo saúdades de tudo.
Sentindo saúdades até mesmo do que eu não tive.
Bom, vou ficando por aqui e logo que minha casinha estiver pronta eu vou anexas as fotos.
Beijos adoraveis a todos.
