quarta-feira, 26 de maio de 2010


Diálogo Surreal no Mundo Real:

- Mãe, no seu tempo já existia o poliamor?
- Poli o quê, menina?
- PO-LI-A-MOR, mãe.
- No meu tempo só existia a poliomelite. Descobriram uma nova doença, é?
- Não, mãe. Dãh! Poliamor é um tipo de relacionamento onde todo mundo ama todo mundo.
- Então é uma família?
- Não exatamente, porque aí seria incesto né, mãe?
- Como assim, filha de Deus? Do que exatamente estamos falando?
- Ai mãe, como você é retrógrada!
- Não fale assim com sua mãe, onde já se viu! E trate de explicar esse negócio de poliamor.
- É assim: uma relação com três ou mais pessoas, onde todo mundo se ama e vive feliz.
- Ahhhh, entendi. É igual a dona Flor e seus dois maridos, só que com mais maridos. A coisa mudou de nome é?
- Como assim, mãe? E quem é essa tal de dona Flor? Alguma amiga moderninha sua, é?
- Nossa, filha, como você é desinformada!
E esse tal poliamor?

Fui pega de surpresa com a pergunta de uma colega de trabalho: “Qual a sua opinião sobre o poliamor?” “Poli o quê?” “Poliamor, é o assunto do momento. Nunca ouviu falar?” Me senti um dinossauro, sério. E admiti isso. Mas como dar uma opinião sobre algo que não se conhece ou que não se ouviu falar ainda? Fazer o quê, além de utilizar a minha principal ferramenta de pesquisa: internet para que te quero?

Gente! E não é que existe mesmo o termo poliamor? Do inglês polyamory, literalmente significa “aquele que ama muitas pessoas”. Esclarecendo que nada tem a ver com o amor Ágape, aquele amor incondicional que Jesus teve e tem pela humanidade. Trata-se de Eros mesmo. É uma situação tal onde alguém ama outro e este, por sua vez, a um terceiro ou quarto, e todos eles estão conscientes e felizes com este relacionamento. Peraí, isso está parecendo “dona Flor e seus dois maridos”, só que com mais maridos. Os trios não são exatamente uma novidade na telinha, mas antes eram trios e não ligações geométricas.
Anota aí para não ser pego de surpresa: os adeptos do poliamor são chamados polipessoas ou pessoas poliamorosas.

As pessoas poliamorosas seguem o instinto natural do ser humano de se relacionar com várias pessoas ao mesmo tempo, sem culpa, ciúmes ou peso na consciência. Parece até roteiro de comédia americana, mas trata-se de uma maneira diferente e bem real de amar (amar?), onde o princípio da monogamia não existe.

E pode? Pode! Tem até manual na internet de como praticar o poliamor.

Fazendo um resumo da ópera, primeiro você tem que compreender que é possível amar mais de uma pessoa simultaneamente e que o seu sentimento por uma não pode afetar o que você sente pela outra. Facinho! Depois tem que praticar o conceito de um relacionamento superaberto, sabendo que este é freqüentemente abominado e rechaçado pela sociedade.

E tem mais! Tem que aprender a não ser ciumento e a gerir o próprio tempo, de modo que cada um dos parceiros tenha o tempo suficiente junto a você para que todos fiquem felizes. Alguns adeptos do poliamor também são praticantes de swing.
Mas como em todo relacionamento tem que haver ética, você tem que estabelecer o seu próprio conjunto de diretrizes éticas, ser honesto, sincero e respeitar os seus parceiros, deixando claro se vai tratar todos de maneira igual ou se tem um parceiro preferido, se o relacionamento será aberto ou restrito ao número inicialmente estabelecido. É a chamada polifidelidade, que envolve múltiplas relações com contato sexual restrito a parceiros específicos do grupo.

Os acordos geométricos dependem do número de pessoas envolvidas e podem ser trios e quadras, onde um trio pode ter forma de V, de um triângulo ou de um T, entendeu? Mas a geometria da relação pode variar ao longo do tempo.

Os poliamoristas acreditam que uma só pessoa não é capaz de complementar a outra em todos os aspectos, como se não fôssemos seres plenos. Alguns homens assumem que o poliamor é o sentimento máximo masculino dividido entre algumas mulheres. Antes denominados “galinhas”, agora poliamorosos. Mas o que era restrito ao universo masculino, agora também faz parte do mundo das mulheres, afinal seria injustiça com quem lutou tanto por direitos iguais.

Seria a evolução do amor? Ou apenas uma maneira de justificar e tentar tornar aceitável para a sociedade algo que existe desde que o mundo é mundo, criando novos pseudovalores de comportamento social e sexual, vivendo em prol do próprio conceito de felicidade, satisfazendo todos os impulsos carnais sem a culpa que os adágios culturais e preceitos religiosos impõem?
Cá pra mim, não há nada de novo, é apenas uma antiga prática que, com o advento da internet e com gancho na moda do “eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”, ganhou novos adeptos e um nome bonitinho, se organizou em alguns países e já tem até dia comemorativo em Londres e em Nova York.

Mais um modismo que, provavelmente, virará um rótulo. Mas quem somos nós para julgarmos alguém? Como dizem por aí: cada um no seu quadrado! Se a felicidade está no caminho e não no destino, que sejam felizes os poliamorosos, mesmo correndo o risco de no fim da busca encontrarem apenas o vazio.

Nada contra nem a favor! Mas confesso que dá um frio na espinha ao pensar qual o conceito que meus bisnetos terão sobre casamento, família e sexo.
By Juliana Maria

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sou eu


Se for questão de confessar
não sei preparar café
e não entendo de futebol.
Creio que alguma vez, fui infiel
jogo mal até nos parques
e jamais uso relógio.
E para ser mais franca
ninguém pensa em você como faço eu
ainda que dê o mesmo.
Se é questão de confessar
nunca durmo antes das dez
nem me banho nos domingos.
A verdade é que também
choro uma ves por mês
sobretudo quando está frio.
Comigo nada é fácil
já deve saber
me conhece bem.
(E sem você tudo é tão triste)

O céu está cansado já de ver
a chuva cair.
E cada dia que se passa é um a mais
parecido com ontem
Não encontro forma alguma de te esquecer
porque seguir te amando é inevitável.

Sempre soube o que é melhor
quando tiver que falar de alguém
comece por você mesmo.
Já sabe a situação
aqui tudo esta pior
porém ao menos ainda respiro.
Não tens que dizer
não vai voltar te conheço bem.
(já saberei que fazer comigo)

terça-feira, 18 de maio de 2010


Dedicado aos que apreciam (e preferem) a experiência, o equilíbrio, o estilo, a maturidade e a tranquilidade advindos da relação entre um homem mais velho e uma mulher mais nova que ele.

Um espaço aberto para expor e provocar, com bom senso e civilidade, os gatos mais curtidos pelo tempo.

Soltem o verbo...(se quiser, conte o milagre, mas não diz o nome do santo! rsssssss)

sábado, 15 de maio de 2010


Dizem que nosso corpo dá sinais inconscientes das nossas reais emoções e sentimentos, mas quem sabe ler esses sinais???
Eu, estou chegando a conclusão que sou analfabeta!
Quando acho que o cara está afim, descubro que não está, e quando acho que o cara quer ser só meu amigo, descubro que não.... aaaaaaaaaahhhhhhhhh vai entender hein! rs
Ele convida para sair, tudo bem, que ainda não conseguimos a proeza de concretizarmos nosso encontro, afinal toda vez acontece alguma coisa que mela... aé bater o carro, coisa que nunca tinha acontecido com ele aconteceu!
Tudo bem... Dizem que quem acredita sempre alcança... eu acredito... mas estou tentando alcançar.... só que eu tenho 1,72m rsrsrs e ele mais de 1,90 hahahaha
Brincadeiras a parte, entender os sinais que o corpo humano dá não é uma tarefa fácil, e ficamos assim nesses joguinhos, que trazem toda a beleza e emoção da paquera, da conquista, mas há também a dúvida, a ansiedade que nem sempre é uma coisa boa, e a cada dia que passa vai gerando um pouquinho mais de insegurança...
Se as coisas fossem claras também não teriam a menor graça... Então o que eu posso concluir, é que o ser humano é um bichinho complicado, e contraditório em sua essência...
E eu? eu não sei de mais nada! rsrs

quinta-feira, 6 de maio de 2010

FERIDAS DE UM RELACIONAMENTO


Um relacionamento de muitos anos inevitavelmente tem em seu histórico muitas lembranças de mágoas, ofensas e desentendimentos.
Infelizmente é preciso aceitar que no decorrer da vida à dois haverão algumas feridas.
Isso porque somos pessoas diferentes e criamos expectativas sobre como o nosso parceiro deve se comportar. E nem sempre o outro sabe dessas nossas expectativas, ou não está ao alcance dele supri-las. E ainda temos o agravante da linguagem, muitas vezes dizemos coisas e somos mal interpretados, ou interpretamos mal o que o parceiro queria dizer.
O bom relacionamento não é exatamente aquele que não deixa feridas e sim aquele onde os momentos bons superam em quantidade e em qualidade os momentos ruins e de angustia. Onde o casal consegue tirar grandes lições dos momentos ruins e transformá-los em degraus em direção a plenitude e a felicidade conjugal.
Ao contrário do que muita gente acredita, eu acredito que são as feridas e os momentos desagradáveis em um relacionamento que o tornam mais forte e sólido.
É graças aos desentendimentos que temos a oportunidade de conhecer as profundezas do coração do nosso conjugue. Desfrutem dos momentos ruins como tesouros, quando eles se apresentarem a vocês, não os evite, encare-os de frente e descobriram quantas pérolas encontrarão.

segunda-feira, 3 de maio de 2010


“De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.”

Soneto da Separação – Vinicius de Moraes


Tudo que acaba, um dia teve meio, um dia começou.

sábado, 1 de maio de 2010


O Amor – O Fim

“De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.”
trecho do Soneto da Separação – Vinicius de Moraes

Sabendo que só a chama é eterna. O amor acabou. Apesar de todos os esforços evolutivos. Milhares de anos dedicados à conservação da espécie, de momentos felizes e românticos, acabou-se o que era doce. Por quê, hein?

Para entender, é preciso voltar no tempo e fazer um passeio pelas savanas africanas, 3 milhões de anos atrás. O homem caçava e protegia a família. A mulher cuidava dos filhotes. Mas, em determinado momento, os casais se separavam. O objetivo da família nuclear – nome técnico que os antropólogos dão ao conjunto de pai, mãe e filhos – era garantir que o homem ficasse por perto tempo suficiente para criar o filhote. Somente isso. Quando o filhote já estava crescidinho e não exigia atenção integral da mãe (que por isso podia voltar a se virar sozinha), o pai estava livre para ir embora e procurar outras fêmeas para procriar. É daí que vem a chamada crise dos 7 anos.
Como atualmente, nem a fêmea está presa à sua cria, todo aquele processo evolutivo foi por água abaixo, o relacionamento amoroso com fins de apoio mútuo, não é mais ser necessário, ancestralmente falando. Tornaram-se mais frágeis e curtos. Porém, alguns estudos afirmam, que se você aguentar mais que 7 anos, a probabilidade de permanecer ao lado da genitora da sua prole ou do seu varão provedor, é grande.

Mas, se apesar dos esforços da natureza, o destino não colaborar com seu relacionamento e o fim for inevitável,não se culpe. A verdade é que boa parte dos relacionamentos está destinada a acabar. E esse momento pode ser muito difícil, pois a Natureza, apesar de friamente calculada, errou a mão, quando trata-se do fim de um relacionamento, principalmente, se uma das partes, ainda não chegou a essa conclusão. E aí, o processo se divide em duas partes:

A 1a é o protesto. É quando a a pessoa fica fazendo promessas, doida para reatar. Isso pode ser muito inconveniente. Mas ela não tem culpa. É o corpo agindo. “O cérebro estava acostumado com aquela recompensa , então faz você insistir mais e mais para tentar consegui-la de novo”, explica a neurologista Suzana Herculano-Houzel. O pânico de ver que não está dando certo pode acionar o sistema de estresse do organismo, que por sua vez estimula novamente a produção de dopamina – ironicamente, fazendo a pessoa se sentir ainda mais apaixonada.
Depois vem a 2a fase: aceitação. Depois de ver que o amado não irá mesmo voltar, muita coisa pode passar pela cabeça da pessoa – depressão, confusão, frustração. Até mesmo ódio. Mas por que sentir algo tão ruim por alguém que se amou? É que o ódio e o amor passam pelas mesmas partes do cérebro – a ínsula e o putâmen. “A diferença entre os dois é que, no ódio, existe mais capacidade de planejar as ações. No amor, o julgamento está prejudicado”, diz o neurologista Semir Zeki, da University College London. Então o ódio é mais racional que o amor? Não necessariamente. Mas ele tem sua função: é uma defesa do organismo para nos fazer seguir em frente. Em vez de ficarmos remoendo eternamente as dores, passamos a não querer mais ver a pessoa. “Assim como o cérebro associava coisas positivas a uma pessoa, ele pode passar a associar só sentimentos ruins, negativos”, diz Suzana Herculano-Houzel. Todos nós sofremos e fazemos sofrer.

Tem gente que mata (e se mata) por amor. Mas a maioria das pessoas supera as dores emocionais da separação. Um estudo feito pela Universidade Northwestern mostrou que terminar uma relação não é tão ruim quanto pensamos que vai ser – geralmente leva metade do tempo que achamos. E melhor coisa para curar um coração partido é começar outro relacionamento.
Se não há bem que não se acabe, também não há mal que sempre dure.