Eu e a minha terrível mania de ser intensa, de me jogar nas coisas mais bobas da vida até as mais sérias. Às vezes sempre eu penso até que sou que complico a maioria das coisas que acontecem na minha vida, mas sabe...é assim, não posso mudar, não vou mudar, sou eu.
Aquela que quando te conheceu, mesmo sem saber sobre você ficou olhando, e desejando que um dia você estivesse do meu lado, foi eu que após tanto tempo não permitindo ninguém chegar perto de mim, virou a página da vida e começou a escrever novamente sobre tudo e sobre você, e eu sei que do jeito que eu falo parece que eu tinha aqueles sonhos bobos de adolescente, mas acredite: dessa vez foi sonho de gente grande.
Pela primeira vez fez sentido o fato de não existir borboletas na barriga, mas sim, um querer perto sem complicação. Não escrevia em lugar nenhum, não contava muitas coisas pra ninguém, queria só pra mim, queria só viver e deixar ser, sem perguntar aonde aquilo ia dar, sem exigir, apenas sabendo de que o outro caminha sempre no tempo dele, e se fosse pra ser um dia estariamos no mesmo lugar, pelo tempo que tivesse que ser.
Eu entendi o que você me dizia, eu gostava de compartilhar sobre o dia com você e era bom ter alguém tão diferente perto, sempre gostei de aprender com os outros, e você tinha tanta coisa oposta a mim que foi difícil, mas delicioso aprender sobre isso.
Por fim, muita coisa mudou, aqui, ai, o dito pelo não dito, entre tantas outras coisas. E eu não sei o que você espera, se espera algo, eu sei que eu vivi algo novo, só que eu ainda sou eu, como disse, não vou parar de ser.
Com tantos aprendizados e com um sentimento bonito no coração eu vou indo, pela confusão em que tudo ficou parece que é só o que resta a fazer. Só saiba que: Eu tenho o meu tempo. O tempo de me permitir, de conhecer e o tempo de conseguir ir embora. Não tente me fazer ser, deixa que no meu tempo eu sou. Assim como eu fui, e gostei de ter sido.
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