Sabe quando agente entra na vida de uma pessoa e pensa "Aqui eu posso fazer a diferença".
OBS.: Vou usar o termo "agente" porque creio que isso acontece na vida de outras pessoas também. E, pra ser sincera, porque é difícil admitir isso sozinha, então conto com o apoio moral de vocês.
Nos sentimos úteis, sabemos que por alguma razão era ali mesmo que deveriamos estar, e ali agente fica. Ali fezemos a diferença, fazemos o nosso possivel, chega a faltar ar, muito embora estivesse amando estar ali.
E tempo passa, agente se acomoda, podamos as plantas, ajeitamos o sofá, fixamos uma prateleira e ali ficamos. Até que agente percebe que um certo tempo se passou. Na maioria das vezes, agente nem vê que o tempo corre. Nos damos conta, então, de que algumas coisas mudaram, que as pessoas mudaram, que o sol já se pôs milhares de vezes, e voltou a brilhar. Agente percebe no entanto que nos acomodamos tanto que o que tinhamos pra fazer já foi feito e temos que seguir nosso rumo e levar essa experiência da melhor maneira possível.
Agente percebe sobretudo que nosso papel agora também se transformou. Agora, acomodados, já não somos valorizados. Nem renovados. Estamos velhos naquele lugar. Ás vezes é bom, às vezes nem tanto...
Então agente pega as nossas coisas, e colocamos tudo dentro da mala. Olhamos em volta e sentimos aquele aperto. Então a dúvida: dizer adeus ou sair de fininho?
Quando, depois de quatrocentos e trinta e sete tentativas, nós finalmente colocamos os pés pra fora da casa, corremos pra qualquer lado pra não olhar pra trás e ficamos ali, parados, sem rumo, olhando a estrada. Erguemos o braço fazendo algum sinal para ver se conseguimos alguma carona, ou se algum irmão resolve ir nos buscar. Levando com agente as lembranças do que eramos no começo da história. Do que éramos por outros olhos. Pelos olhos do anfitrião da casa...
É assim quando agente gosta de alguém e não consegue deixar de gostar. Ficamos um tempo ali, curtindo, até que percebemos que não é mais ali o nosso lugar. Que, por mais que não queiramos, precisamos ir... Que envelhecer não é tão bom, principalmente dentro do coração de alguém que percebe o quanto estamos ficando enrugados, indispostos e cansados. Então torcemos para encontrar uma outra pessoa e ir de carona com ela...
Hoje vejo necessidade de expor as minhas boas recordações...
De expor as minhas vivências, e sempre relatar o que também se fez na minha vida.
"Tenho comigo as lembranças do que eu era
Com a roupa encharcada e a alma
Repleta de chão
Todo artista tem de ir aonde o povo está
Se for assim, assim será
Assim me disfarço e não me canso de viver..."
OBS.: Vou usar o termo "agente" porque creio que isso acontece na vida de outras pessoas também. E, pra ser sincera, porque é difícil admitir isso sozinha, então conto com o apoio moral de vocês.
Nos sentimos úteis, sabemos que por alguma razão era ali mesmo que deveriamos estar, e ali agente fica. Ali fezemos a diferença, fazemos o nosso possivel, chega a faltar ar, muito embora estivesse amando estar ali.
E tempo passa, agente se acomoda, podamos as plantas, ajeitamos o sofá, fixamos uma prateleira e ali ficamos. Até que agente percebe que um certo tempo se passou. Na maioria das vezes, agente nem vê que o tempo corre. Nos damos conta, então, de que algumas coisas mudaram, que as pessoas mudaram, que o sol já se pôs milhares de vezes, e voltou a brilhar. Agente percebe no entanto que nos acomodamos tanto que o que tinhamos pra fazer já foi feito e temos que seguir nosso rumo e levar essa experiência da melhor maneira possível.
Agente percebe sobretudo que nosso papel agora também se transformou. Agora, acomodados, já não somos valorizados. Nem renovados. Estamos velhos naquele lugar. Ás vezes é bom, às vezes nem tanto...
Então agente pega as nossas coisas, e colocamos tudo dentro da mala. Olhamos em volta e sentimos aquele aperto. Então a dúvida: dizer adeus ou sair de fininho?
Quando, depois de quatrocentos e trinta e sete tentativas, nós finalmente colocamos os pés pra fora da casa, corremos pra qualquer lado pra não olhar pra trás e ficamos ali, parados, sem rumo, olhando a estrada. Erguemos o braço fazendo algum sinal para ver se conseguimos alguma carona, ou se algum irmão resolve ir nos buscar. Levando com agente as lembranças do que eramos no começo da história. Do que éramos por outros olhos. Pelos olhos do anfitrião da casa...
É assim quando agente gosta de alguém e não consegue deixar de gostar. Ficamos um tempo ali, curtindo, até que percebemos que não é mais ali o nosso lugar. Que, por mais que não queiramos, precisamos ir... Que envelhecer não é tão bom, principalmente dentro do coração de alguém que percebe o quanto estamos ficando enrugados, indispostos e cansados. Então torcemos para encontrar uma outra pessoa e ir de carona com ela...
Hoje vejo necessidade de expor as minhas boas recordações...
De expor as minhas vivências, e sempre relatar o que também se fez na minha vida.
"Tenho comigo as lembranças do que eu era
Com a roupa encharcada e a alma
Repleta de chão
Todo artista tem de ir aonde o povo está
Se for assim, assim será
Assim me disfarço e não me canso de viver..."
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