sábado, 10 de julho de 2010

Soneto de Fidelidade....Vinicius de Moraes

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Hoje me sinto assim, sem saber como, nem por onde.
Acho que basicamente jurei não mais me sentir assim, mas como fugir.
Sei que falamos, que prometemos, que juramos não mais lembrar.
Mas como esquecer, como deletar.
O contato com ele vem a cada um minuto.
Um contração forte do que sinto e do que penso.
Sei que devemos nos conter, mas como farei?
Basicamente nessa noite vou tentar, e se não conseguir promento tentar ao menos me comportar.

By Juliana Maria

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